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BRASIL, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Inuktitut, vejo a vida com o velho Jack Daniel's




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Toca do JENS


Happening e, no final, adeus 

Baita festa. Refiro-me, claro, a exposição inaugural da dona Beti Timm, que aconteceu no sábado passado na Casa de Artes Baka (favor atentar para o “refiro-me” – que linguagem elegante!).  O desenho acima até ontem não tinha nome. Agora tem; é o retrato de uma Deusa Mulher.  O padrinho sou eu.

Os bons rapazes disseram presente na hora da chamada (“aquela cambada”, diria o homem magro que foi meu pai. “Uma cambada do bem”, acrescentaria, contente.). Moah, Duca Aveline e Laurinha, a bela dama, estavam lá. O Urso mandou beijos, abraços e votos de boa sorte (o animal ainda está hibernando, ou seja, está sem carinho, sem mulher e devendo na praça). Cristina, estrela da manhã, da tarde e da noite, também estava lá, com o valente príncipe consorte and sons.

O pai, que não gostava de junção, desta vez deve ter dado o seu aval, lá do Céu onde se encontra.

Fui o primeiro a chegar. O segundo foi o Ivan, amigo e colega de PUC da Mari Timm, devidamente integrado à grei dos bons companheiros. É o mais novo membro do clube. A turma aprovou.

Contrariando o desejo do Edu, não fui pilchado (ou seja, fantasiado de gaúcho). mas estava bonitão. À tarde, cortei o cabelo e fiz a barba no Olavio (os nomes do populacho! Porque Olavio e não Olavo, menos estranho?), entornei duas skol, troquei algumas idéias com representantes da classe trabalhadora. Um deles tem um neto de 10 anos que é aficionado por comida – dois ovos e seis cassetinhos (pãezinhos, pra quem não é filho do sul) por dia, nos intervalos entre refeições mais consistentes. O moleque tem 10 anos e pesa 85 quilos. A família acha que gordura é sinônimo de saúde. Dei um bom conselho ao avô preocupado: “regime urgente à base de saladas, frutas e relhaços”.

Depois da primeira boa ação do dia (anotem, Deuses, não sou um canalha em tempo integral) retornei ao castelo e tomei um banho especial de meia hora (geralmente é de 15 minutos). Vesti a calça de sarja verde escuro, coloquei as meias brancas (tenho 11 pares), calcei o Olimpikus preto (o Pakalolo branco ficou chorando e denunciando um suposto racismo de minha parte), cobri meu torso esbelto com uma camisa xadrez azul e branca (depois de resistir à tentação da camiseta preta e do colete de couro marrom igual ao do John Wayne) e fui ser formidando para Bete e a Mari Timm.

Agora, relembrando minha performance, sinto vir água nos olhos. Não, não são de vergonha, seus maldosos. É de orgulho. Fui foda, Ou melhor, fodão. Deixei aflorar o melhor de mim, a gentileza (se alguém aventar a palavra cinismo vai levar uma porrada virtual), o charme natural e a inteligência brilhante.

Como disse, fui o primeiro. Ivan, o segundo. O terceiro e o quarto eram estranhos no ninho – um cidadão de idade avançada (no máximo cinco anos mais velho do que eu) e uma figura peculiar (bom nome para um boteco: Peculiar), o Peixoto, que além de apreciar os quadros em exposição, tomava notas. Desconfiei: são profissionais da boca-livre. Leram a agenda publicada Correio do Povo e vieram comer e beber de graça e, bônus, apreciar obras de arte. Bagual que sou, predispus-me ao ataque. (Reparem no conjunção verbal “predispus-me”. Estou escrevendo bem, hoje). Mari Timm, admoestou-me carinhosamente: “fica frio, pai”. Como sou obediente e também um garoto esperto e, sobretudo, otimista, vislumbrei no Peixoto um comprador em potencial. De olho no Natal (eu e a dona Bete somos separados, mas ainda parceiros nos momentos ruins e bon$), dediquei meus melhores salamaleques ao estranho. Foi um erro de avaliação. O cara é um bon vivant, mas duro e jornalista, como eu. Como se a desdita não bastasse, também é poeta. No final do forrobodó (“só faltou a dança”, diria o homem magro, antes de concluir, cético: “também, com uma junção destas, esperar o quê?”) o Peixoto declamou um poema  feito na hora, em homenagem à Bete Timm e sob a inspiração de seus desenhos. Cínico, creditei a gentileza como uma forma de pagamento ao vinho (Chalize) e aos petiscos – presunto, queijo e azeitonas – ofertados aos presentes. Aliás um registro para cobrança posterior: o resgate da arte foi caro. Espero que tenha sobrado algum para o meu presente de Natal e, cinco dias depois, de aniversário. Não tem este negócio de presente para as duas efemérides. Natal é Natal. Aniversário é aniversário. Presentes e presentes, conforme ensinaram o pai e a mãe.

Voltando ao resgate da arte. Finalmente conheci os pais do Cavaleiro Andante da Mari, o Alexandre. Adoráveis. Especialmente a mãe, durona, preocupada, amorosa e sensível. O pai é parecido comigo: “soltemo-los (os filhos), e eles vão se dar bem. Base não falta”. Lembrei do meu pai.

(Obs: “soltemo-los” foi foda. Atenção, ABL. Austregésilo de Athaide, intercedei por mim).

Terminando (pensaram que este troço não ia acabar?): foi bonita a festa. Fiquei contente, principalmente porque a Bete e a Mari ficaram contentes. Alguns de nós são assim; ficam felizes com a felicidade daqueles a quem querem bem.

Ah sim, não comi ninguém. De novo, dormi com dona Palmita de La Mano.

***

Preta, preta, pretinha.

Falando em felicidade: hoje, 1º de dezembro, é o aniversário da Mari Timm, a mulher que eu sempre vou amar. 27 anos atrás eu a vi nascer às 13h15m no Hospital Moinhos de Vento. Chorava e tinha cara de joelho. Incomodou pra caramba. E, na mesma medida, foi motivo de orgulho e satisfação. Foi e é. Amanhã, terça-feira, minha Rainha Preta vai estar em frente a uma banca universitária defendendo a sua Tese de Conclusão de Curso, a famigerada TCC (a propósito: Shi, sou eternamente grato. Valeu a ajuda, Você é uma lady, of course). O tema abordado pela Preta: Comparação das coberturas jornalísticas de Carta Capital e Veja na reeleição do presidente Lula.  Tá, tenho certa influência no processo (pô, é minha Preta). Combatendo as falanges do mal, vai passar com louvor, seguramente. Ela declinou delicadamente quando falei em recrutar alguns “armários”, ops, amigos, para acompanhar a sua explanação à banca, só pra mostrar com quem estão lidando. Jorjão, grande amigo, contumaz barranqueador de éguas, momentaneamente solteiro e belicoso, ficou desapontado: “pô, seu Jens, queria distribuir uns relhaços”. .Acalmei-o. Não faltará oportunidade. E a Pretilka vai passar. Nos pampas, poucos são os que não merecem uma surra de relho.

Mas voltando à Rainha Preta: será a segunda do clã a concluir a faculdade. Eu, o primeiro, nunca duvidei. O homem magro, il capi di tutti capi, também. Nesta terça-feira ele vai chorar de orgulho e felicidade, lá no Céu. Como eu, aqui na Terra.

Putaquiupariu, a Mariana é do caralho. Grande guria!

Beijo, Preta Timm. Você é a melhor filha que um homem poderia ter. Mesmo assim a gente briga de quando em vez. Faz parte. Te amo, mihafilha!

***

Boss, my boss.

No post abaixo, vaticinei que a vingança é doce. Retifico: não necessariamente. Ela pode ser salgada e quente. Como será hoje, segunda-feira, a partir das 8 horas da noite, quando os amigos do querido e amado Chefe Simon o estarão reunidos para um encontro de desagravo, em razão da tentativa de linchamento moral de que foi vítima na semana passada. Salada, churrasco, cerveja e arruda contra a maldade. A caravana passa e os cães ladram inutilmente.

***

Dilema: tenho que estar junto da Pretilka no dia do seu aniversário e véspera da sua maior vitória na vida, até aqui (outras virão!). Profissionalmente, não posso de deixar de comparecer ao jantar de desagravo do Chefe Simon. Como estar em dois lugares ao mesmo tempo? Valei-me, Deus Baco.

***

Pra quem fica tchau, ou melhor, inté a próxima.

Até não mais. A partir de hoje, não escrevo mais na blogosfera com exceção do Palimpnóia, de 15 em 15 dias. É uma penitência que eu mereço (ninguém sabe me punir como eu). Continuarei sendo um atento e constante visitante e, vez por outra, comentarista em vossas moradas. Doravante serei Le Passager de La Pluie. Dói, mas eu mereço a punição. Um dia eu volto. Talvez. Desculpem qualquer coisa.

***

Beijos encantados, deusas divinas e maravilhosas.

Abraços, bravos companheiros de viagem e vassalagem.

Estamos aí, pagando em suor e dor os momentos de felicidade.

Viver é bom. Mas, eventualmente, pode ser uma bosta.

Saco!

Pra cima com a viga, apesar de tudo.



Escrito por Jens às 13h34
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